O crowdfunding pode ser uma alternativa na medicina?

A Juntos.com.vc já apoiou vários projetos que envolviam o tema da saúde, como o projeto de fidelização de doadores de medula óssea da Associação da Medula Óssea do Estado de São Paulo. O principal objetivo do projeto era diminuir o tempo de espera do paciente, buscando de uma maneira mais rápida um doador compatível para o transplante.

Esse é mais um exemplo de um cenário que está se tornando cada vez mais presente no mundo. Cientistas no mundo todo já buscam alternativas para a descoberta e para o teste de novos medicamentos, com a utilização do crowdfunding. Por esse método, fica mais fácil engajar as pessoas no processo de busca da cura de novas doenças, além de envolver indivíduos de maneira efetiva para transformar a realidade de pessoas que precisam de um tratamento.

É possível observar que os casos que utilizam o crowdfunding para causas de saúde estão aumentando consideravelmente nos últimos anos. Em 2013, dois pesquisadores, Josiah Zayner, pesquisador da NASA, e Mark Opal, um pesquisador de pós-doutorado da Universidade de Chicago, criaram uma campanha para que cada pessoa fosse capaz de descobrir novos antibióticos.

De acordo com cada doação, o doador recebia um kit com testes e equipamentos. Quanto maior a doação, maior era o kit. Os pesquisadores tinham como pressuposto que a chance de alguém descobrir um novo antibiótico era muito baixa, pois já existem vários arquivos sobre compostos e substâncias que poderiam servir para a produção de antibióticos.

Entretanto, a ideia principal da campanha era dar mais visibilidade para o tema, já que muitas empresas e indústrias concentram maiores investimentos em outros medicamentos, como os utilizados em pessoas com câncer. O que motivou os pesquisadores, foi a crença de que os nossos antibióticos podem estar perto de se tornarem ineficientes, o que traria graves consequências para a humanidade.

Não é só no campo da pesquisa que os financiamentos coletivos são realizados, a utilização desses investimentos para realizar testes também pode ter uma aplicação muito produtiva no campo médico, como é o caso de um grupo de cientistas que está utilizando o crowdfunding para poder financiar o teste com medicamentos, que já são usados para tratar outras doenças e poderiam auxiliar na cura da doença de Parkinson.

A campanha já arrecadou 58.250 libras estrelinas, moeda oficial do Reino Unido, e é a prova de que o crowdfunding está sendo cada vez mais utilizado e é uma ótima alternativa na busca da cura de doenças, por ser um meio de financiamento que não só colabora financeiramente, mas também envolve as pessoas.

Além disso, outros projetos que tem como intuito ajudar pessoas que estão em hospitais ou casas de tratamento, até mesmo por meio do entretenimento e da cultura, podem ser recebidos como boas resoluções a serem tomadas com a utilização do crowdfunding.

Fontes: BBC e NPR

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Uma nova forma de ouvir

Atualmente, existem diversas alternativas para amenizar a deficiência auditiva, principalmente pra quem apresenta uma perda parcial da audição. Entretanto, muitas dessas alternativas são caras, como o implante coclear, que possibilita a recuperação da audição para indivíduos que apresentam esse tipo de deficiênica. Para realizar um implante, é necessário processo cirurgico e o preço está, aproximadamente, R$ 15 mil.

Como são poucas pessoas que podem pagar pelo implante, cientistas da CSU (Colorado State University) criaram um aparelho responsável pela conversão de sons em padrões de vibração, que podem ser sentidos pela língua. O aparelho é mais barato que o implante e não precisa de cirurgia. Veja como funcionam alguns dispositivos para deficientes auditivos e como irá funcionar o novo dispositivo:

  • Aparelhos auditivos: são mais comuns, pois podem ser encontrados em diversos locais por preços mais acessíveis, e servem para amplificar o som que pode ser detectado.
  • Implante coclear: evita partes danificadas no ouvido e estimula diretamente o nervo auditivo. Os sons são captados do ambiente por um microfone e passam por um processador. Essa informação é convertida em impulsos elétricos que são enviados para diferentes partes do nervo auditivo. Os usuários precisam de um tempo para se acostumar e reconhecer os impulsos como sons ou palavras.
  • Dispositivo criado pela CSU: o dispositivo tem um funcionamento similar ao implante coclear, mas a principal diferença está no que acontece depois que o som é captado. Um aparelho auditivo com Bluetooth transmite os sons para um processador, que os convertem em padrões de impulsos que representam uma palavra ou som. Esses sinais são enviados para um aparelho colocado na boca. Quando o usuário pressiona a língua contra o aparelho, pequenos eletrodos no dispositivo enviam os padrões de impulso para estimular partes da língua, que recodificam os sinais para o cérebro.

Os cientistas escolheram a língua, por causa da extrema sensibilidade do órgão e a presença de milhares de sensores que conseguem interpretar estímulos complexos, como o gosto.

Eles acreditam que o aparelho será mais barato que o implante e menos invasivo. O dispositivo ainda não está completo e, por enquanto, os cientistas estão focados mapear a língua para escolher os melhores locais para estimular.

Visto em: iflscience e popsci

Crédito da imagem: CSU (Colorado State University)

Retrospectiva 2014: Juntos.com.vc

Esse ano foi um ano de muitas alegrias para a Juntos, e desenvolvemos diversas atividades rumo à nossa missão de desenvolver a cultura de doação. Conseguirmos alcançar várias dessas vitórias com você ao nosso lado! Para olhar um pouco para o que já conquistamos, lançamos o Relatório de Atividades dos anos de 2012 e 2013 para mostrar o que aconteceu conosco nos nossos primeiros anos. Um dos marcos importantes desses anos foi o Canal Garupa lançado em outubro de 2013 para contribuir para o desenvolvimento do turismo sustentável no Brasil.

Esse ano tivemos uma grande conquista! Fomos um dos premiados do Desafio de Impacto Social Google Brasil, o que trouxe visibilidade e reconhecimento para a Juntos. O Google nos premiou com R$ 500 mil e um coaching de duas organizações – SITAWI e Cria Global – para acelerar nossos processos, em um período de 6 meses de incubação. O coaching terminou este mês (dezembro), mas o período de incubação do Google ainda continua para que possamos gerar mais impacto social e escalar nossa metodologia para o Brasil.

Por causa do nosso trabalho de relevância social, recebemos uma notável atenção das mídias. Estivemos presentes em matérias de alguns jornais, revistas e blogs de referência: Indicas, Universo Jatobá, Folha de São Paulo, Exame, O Globo, Mobifeed, G1, Cultura, Blog do Juca Kfouri, Cruzeiro do Sul.

Contando, sempre, com a nossa iniciativa e vontade de inovar para poder transformar a sociedade, começamos uma iniciativa chamada “Amigos da Juntos.com.vc” para aproximar as pessoas que já mantém laços com a Juntos, fortalecendo a nossa rede para auxiliar na arrecadação de projetos. Com isso, realizamos um evento de estréia desse nosso projeto (clique aqui para ver o vídeo). Uma outra iniciativa foi a criação do cartão-doação para engajar as empresas na distribuição de cartões para funcionários efetuarem doações para projetos sociais.

Queremos agradecer ao nosso conselho técnico que sempre colaborou com novas e boas ideias em prol da Juntos, estimulando o nosso crescimento no Terceiro Setor, além de mostrar caminhos a seguir, o que vai de acordo com o nosso ideal de inovar para transformar.

Como acumulamos muito conhecimento nesse período de existência da Juntos.com.vc, tivemos a oportunidade de passar um pouco para algumas ONG’s e empreendedores sociais, além de poder mostrar o quão efetivo pode ser o crowdfunding para projetos sociais e ajudar quem precisa de ajuda para montar um projeto social. Por esse motivo, demos um workshop em São Paulo e outro em Santos, além de um Webnário, divulgando os ideais da Juntos e ampliando a cultura de doação.

Com a mesma intenção do Workshop, realizamos diversas palestras e eventos, entre eles: Semana de Administração da PUC, I Feira do Financiamento Coletivo no Cocidade, Capacitação na ESPM Jr, Oficina de Projetos para Paz e Coexistência na Exposição Rabin – Paz é Compromisso, além de levar o nosso conhecimento para o Comitê de Digital Trends do World Trade Center – São Paulo, para a Rede Folha de Empreendedores Sociais, para a UFABC e para a Rehatec.

Além disso, participamos da organização do Desafio Brasil de Crowdfunding, que premiará uma ONG com R$ 50 mil para realizar uma campanha de crowdfunding que arrecade R$ 500 mil, e do Dia de Doar, para estimular a cultura de doação no Brasil, em sintonia com o Giving Tuesday (internacional).

Com o fim do ano, podemos falar melhor dos nossos resultados e conquistas que são construídas a cada dia: mudamos para um escritório só nosso e completamos 100 projetos apoiados com, aproximadamente, 7870 doações e mais de R$ 1,5 milhão arrecadados, o que representa o nosso sucesso,  demonstra a responsabilidade que a Juntos tem com a sociedade, a importância da participação na tentativa de estimular a cultura de doação no Brasil e o poder de transformação por meio da multidão.

Como você pode ver os nossos números não mentem! O ano para a Juntos.com.vc foi muito bom e esperamos que 2015 possa ser ainda melhor. Agradecemos pela sua confiança e pela participação nesse crescimento. Ah! Não se esqueça: Juntos transformamos. Boas festas!

Dezembro: um mês de solidariedade

No calendário cristão, dezembro tem como data mais importante o Natal, que celebra o nascimento de Jesus. Nessa época as pessoas costumam ser tomadas por um espírito natalino que invade o coração de todos, estimulando a solidariedade e a prática do bem. Os símbolos mais conhecidos dessa festa são: a Árvore de Natal, o Papai Noel e o Presépio, entre outros.

Mas não é só no calendário cristão que este é um período de festas. Para os judeus estamos na época deChanuka (Ranuka), a Festa das Luzes que, neste ano, vai do dia 16 a 24 de dezembro.

Você sabe o que é Chanuka? Qual é a história dessa celebração? E os símbolos dessa festa? Se você não soube responder, vamos te falar um pouco mais sobre essa tradição judaica.

Por volta do ano de 200 a.C. os judeus viviam como um povo soberano na em Israel, a terra de seus antepassados, quando esta foi invadida pelo selêucida Antíoco IV, imperador romano que exigiu dos judeus o abandono de sua religião e costumes, sob pena de morte. Expulsos do seu templo e da cidade de Jerusalém, um grupo que ficou conhecido como os macabeus, liderados por Judas Macabeus ou Yehuda Macabi, lançou uma ofensiva contra o exército assírio (que fazia parte do império) e o derrotou, mesmo com um número muito menor de combatentes.

Porém, ao entrarem no Templo de Jerusalém, os macabeus se depararam com tudo profanado e a Menorá, o candelabro de sete braços, apagado.  Os judeus perceberam que só havia um cântaro de azeite para alimentar a Menorá por um dia apenas. Mesmo assim a acenderam e passaram a fabricar mais azeite. Foi então que aconteceu um milagre: aquele azeite que deveria manter as chamas acesas por um dia acabou durando oito dias! Foi na medida certa para que mais azeite fosse produzido e levado para o Templo a fim de manter a Menorá acesa de modo intermitente, como deveria ser.

Com o tempo foi instituída a Festa de Chanuka para comemorar a heroica luta dos macabeus e o milagre do azeite, que comemoramos até os nossos dias. Como parte da festa costumamos acender as velas de uma Menorá (candelabro) de Chanuka, conhecida como Chanukiá. Esta tem nove braços – oito para lembrar o milagre das luzes da Menorá que duraram oito dias e outro braço, chamado de shamásh, que serve para acender as outras velas. A cada dia se acende uma vela a mais, de modo que no oitavo dia, todas as velas devem estar acesas.

Chanuka também é considerado um período para se espalhar a luz e espantar a escuridão através do respeito à diversidade e o estímulo ao respeito por todo ser humano, independente de sua crença religiosa. Uma boa forma de espalhar luz é doar para projetos sociais que farão a diferença na vida de muitas pessoas. Doe através da juntos.com.vc e faça das suas boas festas, festas melhores ainda para todos!

Um cursinho de aprendizados amplos

O Cursinho da Poli foi criado em 1987, por um grupo de estudantes da Escola Politécnica da USP. Em 1996, saiu do campus universitário e iniciou uma expansão que daria origem a três unidades: Lapa, Santo Amaro e Zona Leste. O Cursinho tem como foco principal a preparação dos estudantes para o vestibular, tendo em vista que os sistemas educacionais, público e privado, não conseguem suprir requisitos necessários para determinados exames. Em algumas escolas, a qualidade de professores e materiais ainda é muito baixa para que todos possam estar preparados para os processos de seleção.

O Cursinho não só complementa e fortalece a educação dos estudantes, mas também estimula diversas formas de aprendizado, por isso as aulas, muitas vezes, saem do padrão tradicional para seguirem outros modelos: palestras, oficinas, debates, cinedebates, estudos de meio e outras atividades científicas, artisticas e sociais. Com isso, os estudantes podem estrapolar o universo da educação e adentrar no universo da cultura e da cidadania.

O suporte psicossocial prestado pelo Cursinho também é essencial, principalmente porque os principais perfis de alunos que frequentam o cursinho são jovens de baixa renda que se encontram em vulnerabilidade social e, com isso, muitas vezes, são obrigados a sair de casa cedo para começar a trabalhar e sustentar a família. Com o suporte, o Cursinho pode acompanhar o aluno de uma forma mais focada, beneficiando, inclusive, a família para inserir um parente em grandes universidades.

Há 26 anos no cenário educacional, o Cursinho da Poli possui um sistema de ensino, desenvolvido e comercializado pela Fundação PoliSaber, que extrapola o conteúdo do Ensino Médio, assim como o material didático que permanece constantemente atualizado para fornecer uma formação além do necessário para passar no vestibular, com indicações de livros, filmes e outros meios que permitem um aprendizado multidisciplinar, estimulando a autonomia intelectual do aluno.

Como grande parte dos alunos estão em situação de vulnerabilidade social, os gastos disponíveis para o investimento na educação são muito reduzidos, fazendo com que os estudantes enfrentem situações que dificultem a participação no Cursinho. Uma dessas situações é o custo do transporte: muitos alunos não conseguiam garantir a presença em aula porque não tinham dinheiro para pagar a locomoção.

Com isso, o Cursinho da Poli buscou a Juntos.com.vc para apoiar um projeto chamado “Vai e Vem Estudante” para garantir a participação dos alunos na sala de aula, eliminando um dos principais adversários dos estudantes que é o elevado custo de transporte. A campanha foi bem sucedida e arrecadou R$15,6 mil, sendo que a meta era alcançar R$ 12 mil, ou seja, chegamos em 130% da meta.

Com o dinheiro, o Cursinho da Poli poderá fazer um cartão de transporte para os estudantes utilizarem, como forma de acabar com o problema do transporte na frequência dos estudantes. Tudo isso só foi possível por causa de cada doador que apoiou a causa, por isso é muito importante apoiar projetos sociais, porque, dessa forma é possível dar oportunidade para quem precisa.

Confira o projeto deles no link: http://www.juntos.com.vc/projetos/cursinhodapoli/

Brasil sobe uma posição no ranking da solidariedade

A divulgação do ranking global de solidariedade, que ocorreu ontem (18/11) no Centro de Voluntariado de São Paulo foi apresentado pela presidente do IDIS, Paula Jancso Fabiani e trouxe os resultados de uma melhora na posição do Brasil, do 91º lugar para o 90º lugar. Entre os brasileiros entrevistados, 22% afirmaram ter doado dinheiro para organizações da sociedade civil, 40% ajudaram desconhecidos e 16% fizeram algum tipo de trabalho voluntário.

No ranking do ano passado, a Venezuela estava empatada com o Brasil, porém ela apresentou uma queda drástica e alcançou a 134º posição, tornando-se a nação menos generosa da América do Sul, próxima de outras nações, como o Equador (132º).

Apesar do país ter demonstrado uma melhoria no ranking geral, o fator de ajuda a estranhos apresentou uma queda significativa, de 42% para 40%, contrariando uma tendência global de crescimento desse fator. O único ponto em que o país cresceu foi no voluntariado, de 13% para 16%.

Para a presidente do IDIS, Paula Fabiani, o Brasil ainda tem um elevado potencial de crescimento nessa área, por estar entre os 10 primeiros colocados em números absolutos, mas não tem uma grande representatividade em termos percentuais. Com isso, ela reafirma a necessidade de estimular a cultura de doação: “No Brasil, sete em cada dez pessoas não fazem doações e oito em cada dez não praticam qualquer ação de voluntariado. Temos que fomentar uma cultura de doação no país, seja em dinheiro ou tempo.”, afirma.

O ranking também constata que a riqueza não é um elemento necessário para que o país tenha uma melhor colocação. Entre os Top 20 do ranking global de solidariedade, somente cinco países fazem parte do G20. Além disso, EUA e Mianmar permanecem empatados em primeiro lugar, apesar de não apresentarem riquezas semelhantes.

Outro ponto muito importante tratado na divulgação foi a necessidade de superar momentos específicos para criar uma regularidade na doação, por exemplo: a Malásia saiu de 71º para o 7° lugar, o que refletiu a ajuda humanitária após o tufão Hayan no arquipélago vizinho das Filipinas. A China e o Japão também já apresentaram melhorias nos índices após a ocorrência de desastres naturais, além de outros países enfrentam turbulências e podem identificar melhorias no ranking. Nesses momentos, a doação é urgente, mas isso não significa que causas de menor impacto não precisem de auxílio imediato ou constante.

Para que essa cultura de doação seja possível, é preciso criar uma base confortável em que os doadores podem se inserir: “Para melhorarmos esse cenário, é necessário trabalhar por uma cultura de doação mais presente e menos assistencialista, investir nas áreas de captação de recursos das organizações e criar um ambiente legal e tributário que incentive a doação, motivando as pessoas a doarem”, complementa Fabiani.

O IDIS ainda demonstrou a ambição de realizar uma pesquisa de profundidade no Brasil, para fornecer um maior subsídio para a sociedade e para organizações da sociedade civil. O ranking completo pode ser encontrado no link: http://idis.org.br/wp-content/uploads/2014/11/CAF_WGI2014_PT.pdf

 

A importância do ranking da solidariedade

O Instituto para o Desenvolvimento Social (IDIS), representante nacional da instituição britânica Charity Aid Foundation (CAF), lançará a nova edição do ranking global da solidariedade na próxima terça-feira (18/11). Para a realização do ranking, 130 mil pessoas foram entrevistadas em 135 países.

O ranking considera três tipos de comportamento de doação: solidariedade – ajudar estranhos -, doar dinheiro para caridade e tempo de voluntariado. De acordo com o ranking de 2013, o Brasil está na 90º posição do ranking geral, ao lado da Venezuela. Nos três tipos de comportamento de doação, o Basil está nas seguintes colocações: 90º de práticas solidárias, 72º de doação de dinheiro e 90º de tempo utilizado para voluntariado.

O documento apresenta um mapa que mostra o ranking de forma ilustrativa, de acordo com a disposição dos países no globo, além de trazer tendências de comportamento relacionadas ao tema. Além disso, a CAF utiliza a primeira parte da pesquisa para demosntrar os três tipos de comportamento de doação e para analisar os 20 melhores no ranking.

A existência dessa pesquisa é muito importante para quem trabalha com projetos sociais ou que se beneficiem da solidadriedade, porque fornece uma base concreta que pode ser trabalhada por esses públicos, indicando o perfil de quem doa. Com isso, plataformas, como a Juntos.com.vc, podem perceber as dificuldades no cenário para poder agir sobre elas e melhorar uma perspectiva global.

Entre as principais conclusões apresentadas no ranking de 2013, tem algumas que nos enchem de esperança: as doações apresentaram uma tendência de crescimento em 2012, a juventude global está avançando no voluntariado e mulheres são consideradas mais prováveis de doar do que os homens, o que demonstra uma tendência global de que as mulheres estão conseguindo, cada vez mais, espaço e poder, o que antes era majoritariamente reservado aos homens.

Apesar de ter crescido de 2011 para 2012, os níveis de doação permanecem menores em relação ao ano de 2008. Para mudar essa realidade, a Juntos.com.vc apóia em projetos sociais, para que eles possam se realizar e ajudar a vida de milhares de pessoas. Com isso, a Juntos também estimula um perfil solidário que pode, eventualmente, levar à participação por meio de voluntariado e por meio do engajamento em causas sociais.

Dessa forma,  o ranking serve para que possamos dar o próximo passo para transformar a sociedade e colocar o Brasil no ranking dos 20 países que mais realizam doações. Pode parecer ambicioso, mas acreditamos que, Juntos, conseguimos mudar.

Pedagogia Waldorf: Uma nova proposta para o ensino

A pedagogia Waldorf foi criada após a Primeira Guerra, em 1919, pelo educador Rudolf Steiner. Ela nasceu pela necessidade de atender os filhos dos operários em Stuttgart, Alemanha, e encarou a responsabilidade de formar indivíduos que pudessem pensar a realidade de uma maneira mais livre, com o desenvolvimento de suas próprias potencialidades.

Essa forma de ensinamento, foi baseada na Antroposofia, “ciência espiritual” que propõe a superação do mundo material no processo de aprendizagem, ou seja, o ensino torna-se de certa forma espiritual, já que o puro pensar passa a ser considerado.

As escolas que utilizam o método Waldorf, além de partirem da antroposofia, apresentam-se muito ligadas às artes, à música e à outras formas de interação entre os estudantes. Elas também contam com uma organização horizontal, gerida pelos próprios professores, sem diretoria ou algo do tipo, para que não haja nenhum tipo de hierarquia que possa influencia na educação dos alunos.

A avaliação do método de ensino não é feita por meio de notas, como nas demais escolas, mas é contínua e diversificada, permitindo com que os alunos não se sintam pressionados a aprender, o que gera uma busca natural pelo conhecimento.

Com isso, os alunos das escolas Waldorf mostram-se mais preparados para um mundo de mudanças, já que eles aprendem a sentir a realidade ao redor, mesmo não ficando presos aos computadores e a outras formas de tecnologia. Apesar de que eles são mais adaptáveis, logo tem mais facilidade para conviver com diversos conceitos presentes na sociedade, como o empreendedorismo.

Nessa forma de pedagogia holística, a sala de aula é essencial para construir debates e resolver as dificuldades dos alunos. Entretanto, o espaço externo não pode ser descartado, tendo em vista que muitas atividades podem ser criadas em espaços maiores, possibilitando que a criança se mexa e paricipe mais ativamente.

Dessa forma, os alunos dessas escolas são considerados diferenciados pela sua noção de cultura, criatividade, concentração e proatividade. O ensino começa desde cedo, na pré-escola e pretende acompanhar o aluno até o ensino médio. As matérias nunca são ensinadas da mesma forma em anos diferentes e são integradas para poder fornecer a visão do todo ao aluno.

Veja, a seguir, um vídeo que trata da pedagogia Waldorf e junte-se a essa causa:

A Juntos acredita nessa forma de educar e já apoiou quatro projetos que utilizam a pedagogia Waldorf:

Reforma da escola Waldorf Santos: http://www.juntos.com.vc/projetos/reforma-da-escola-waldorf-santos/

VI Congresso pan-americano – a missão da alma dos povos: http://www.juntos.com.vc/projetos/congressopanamericano/

Escola de resiliência horizonte azul: http://www.juntos.com.vc/projetos/escola-de-resilincia-horizonte-azul/

Ajude uma criança a construir um futuro melhor: http://www.juntos.com.vc/projetos/dendedaserra/

 

E você, já fez a sua parte hoje?

     A Juntos.com.vc tem como missão incentivar a cultura de doação no país. Segundo pesquisa recente realizada pelo Idis/Ipsos Public Affairs, no Brasil poucos doam constantemente, em média apenas um em cada quatro cidadãos e a grande maioria doa para pedintes e igrejas e não para as organizações da sociedade civil.

     Em dois anos, os 73 projetos apoiados pela Juntos.com.vc contaram com mais de 5.491 doações. A média dos valores doados é bem alta: 203 reais.

     Porém, queremos motivar os doadores a doarem mais frequentemente, o que, felizmente, tem acontecido mais vezes.

    Para inspirar, entrevistamos dois doadores que frequentemente participam das campanhas na Juntos.com.vc.

     Marcelo Secemsky, que já doou para alguns projetos, nos contou que suas doações são mensais: “Eu costumo destinar uma quantia mensal para doações, porém nos últimos tempos tive que dar uma freada pois saí do meu último emprego, no ano passado. Porém pretendo, em breve, assim que regularizar meus rendimentos, voltar a doar com a mesma frequência de antes.”.

     Já Alberto Lansky, outro doador frequente, diz que não segue uma regra: “Não tenho valor nem prazo estipulado para doações”. Ajuda quando se identifica com a causa.

     Alberto, assim como Marcelo, também acredita que todos podem ajudar: “Independente da condição financeira, eu acredito que todos podem contribuir. Este é o espírito do Crowdfunding.”

     Marcelo, que tem uma grande identificação com causas para animais abandonados, afirma que sente que sua doação contribui e muito para os projetos da Juntos.com.vc: “Tenho certeza que a minha doação, seja em dinheiro e/ou em tempo dedicado à divulgação da mesma, contribui com os projetos. Apesar de não serem grandes quantias, se cada um fizer sua parte os objetivos certamente são alcançados. E quando você vê que falta cada vez menos para se chegar num objetivo, mais as pessoas se empolgam em querer ajudar a alcançá-lo.”.

     Os dois doadores, felizmente, compreendem que se cada um fizer a sua parte, mais cidadãos serão beneficiados. Uma sociedade civil bem organizada e independente diminui desigualdades, tornando o mundo um lugar melhor para se viver. Todos podemos fazer a nossa parte. E você, já fez a sua hoje?

 

Bastidores de uma campanha de sucesso

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Você já se perguntou como uma instituição chega até a Juntos.com.vc? Para relatar um pouco como funcionam os bastidores de uma campanha, contaremos sobre o case da Junior Achievement São Paulo, da qual já falamos do lindo vídeo de projeto (para ver clique aqui).

A Junior Achievement, fundada em 1919, é uma associação educativa sem fins lucrativos, que tem como objetivo despertar o espírito empreendedor nos jovens, estimulando o seu desenvolvimento pessoal, proporcionando uma visão clara do mundo dos negócios e facilitando o acesso ao mercado de trabalho.

Há um ano, a JASP, com a consultoria da Juntos.com.vc, desenvolveu uma campanha para o projeto “As vantagens de permanecer na escola”, com o objetivo de diminuir a evasão escolar capacitando voluntários de diversos lugares para aplicar a metodologia com os jovens. A meta era de R$ 12.700,00, mas, felizmente, conseguiram arrecadar R$13.629,00!

Para contar sobre o desafio, conversamos com a analista de comunicação da Junior, Jaqueline Sanches. Ela nos contou o porquê da escolha pela Juntos “Quando pensamos em fazer uma campanha de financiamento coletivo, sabíamos que seria um desafio, e por isso pesquisamos quais plataformas existiam. A Juntos.com.vc nos deu o apoio que precisávamos, éramos inexperientes e a equipe nos ajudou a pensar e ver o que realmente iríamos precisar para obter sucesso. Além de não cobrar nenhuma taxa, o que a maioria das plataformas cobram.”

Jaqueline também contou como foi o processo de captação: “A preparação para lançar a campanha começa bem antes, tivemos essa orientação de vocês. É importante pensar na estratégia e preparar o material que será utilizado. Buscamos parceiros e desenvolvemos um vídeo, que foi a peça principal no desenvolvimento da campanha. A partir daí planejamos ações para as redes sociais e também por e-mail. Contar com o apoio de quem conhece o que faz foi fundamental.”

Apesar de terem conseguido um valor acima do esperado, Jaqueline comentou que ficou em dúvida se conseguiriam atingir a meta: “No começo ficamos apreensivos, esperávamos ter mais doações da nossa rede mais próxima, mas o que nos surpreendeu foi o alcance que a campanha ganhou. Quem acaba contribuindo, e que faz o projeto acontecer, são pessoas desconhecidas, que realmente se envolvem e doam para o projeto.”

Hoje, a Junior continua com o trabalho incrível, capacitando mais e mais jovens para o mercado de trabalho. E a equipe apoia e já pensa em participar de outro financiamento coletivo: “Foi uma experiência incrível, é muito bom para poder testar o potencial da nossa rede e saber que conseguimos chegar lá. Pensamos sim. O financiamento coletivo é um ótima ferramenta para arrecadação e movimenta todos os que conhecem o projeto, exige muita dedicação de quem se envolve. Faz todo sentido para qualquer ONG apostar em uma campanha de crowdfunding.”

E que venha a próxima campanha bem sucedida da Junior! A JASP, assim como outras dezenas de projetos bem sucedidos, precisou de muita força de vontade para chegar à meta. Mas, com certeza, valeu a pena!

 

Para conhecer mais projetos de sucesso acesse: http://www.juntos.com.vc/projetos/

 

Site da Junior Achievement São Paulo: http://www.juniorachievement.org.br/jasp