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Uma nova forma de ouvir

Atualmente, existem diversas alternativas para amenizar a deficiência auditiva, principalmente pra quem apresenta uma perda parcial da audição. Entretanto, muitas dessas alternativas são caras, como o implante coclear, que possibilita a recuperação da audição para indivíduos que apresentam esse tipo de deficiênica. Para realizar um implante, é necessário processo cirurgico e o preço está, aproximadamente, R$ 15 mil.

Como são poucas pessoas que podem pagar pelo implante, cientistas da CSU (Colorado State University) criaram um aparelho responsável pela conversão de sons em padrões de vibração, que podem ser sentidos pela língua. O aparelho é mais barato que o implante e não precisa de cirurgia. Veja como funcionam alguns dispositivos para deficientes auditivos e como irá funcionar o novo dispositivo:

  • Aparelhos auditivos: são mais comuns, pois podem ser encontrados em diversos locais por preços mais acessíveis, e servem para amplificar o som que pode ser detectado.
  • Implante coclear: evita partes danificadas no ouvido e estimula diretamente o nervo auditivo. Os sons são captados do ambiente por um microfone e passam por um processador. Essa informação é convertida em impulsos elétricos que são enviados para diferentes partes do nervo auditivo. Os usuários precisam de um tempo para se acostumar e reconhecer os impulsos como sons ou palavras.
  • Dispositivo criado pela CSU: o dispositivo tem um funcionamento similar ao implante coclear, mas a principal diferença está no que acontece depois que o som é captado. Um aparelho auditivo com Bluetooth transmite os sons para um processador, que os convertem em padrões de impulsos que representam uma palavra ou som. Esses sinais são enviados para um aparelho colocado na boca. Quando o usuário pressiona a língua contra o aparelho, pequenos eletrodos no dispositivo enviam os padrões de impulso para estimular partes da língua, que recodificam os sinais para o cérebro.

Os cientistas escolheram a língua, por causa da extrema sensibilidade do órgão e a presença de milhares de sensores que conseguem interpretar estímulos complexos, como o gosto.

Eles acreditam que o aparelho será mais barato que o implante e menos invasivo. O dispositivo ainda não está completo e, por enquanto, os cientistas estão focados mapear a língua para escolher os melhores locais para estimular.

Visto em: iflscience e popsci

Crédito da imagem: CSU (Colorado State University)

Um cursinho de aprendizados amplos

O Cursinho da Poli foi criado em 1987, por um grupo de estudantes da Escola Politécnica da USP. Em 1996, saiu do campus universitário e iniciou uma expansão que daria origem a três unidades: Lapa, Santo Amaro e Zona Leste. O Cursinho tem como foco principal a preparação dos estudantes para o vestibular, tendo em vista que os sistemas educacionais, público e privado, não conseguem suprir requisitos necessários para determinados exames. Em algumas escolas, a qualidade de professores e materiais ainda é muito baixa para que todos possam estar preparados para os processos de seleção.

O Cursinho não só complementa e fortalece a educação dos estudantes, mas também estimula diversas formas de aprendizado, por isso as aulas, muitas vezes, saem do padrão tradicional para seguirem outros modelos: palestras, oficinas, debates, cinedebates, estudos de meio e outras atividades científicas, artisticas e sociais. Com isso, os estudantes podem estrapolar o universo da educação e adentrar no universo da cultura e da cidadania.

O suporte psicossocial prestado pelo Cursinho também é essencial, principalmente porque os principais perfis de alunos que frequentam o cursinho são jovens de baixa renda que se encontram em vulnerabilidade social e, com isso, muitas vezes, são obrigados a sair de casa cedo para começar a trabalhar e sustentar a família. Com o suporte, o Cursinho pode acompanhar o aluno de uma forma mais focada, beneficiando, inclusive, a família para inserir um parente em grandes universidades.

Há 26 anos no cenário educacional, o Cursinho da Poli possui um sistema de ensino, desenvolvido e comercializado pela Fundação PoliSaber, que extrapola o conteúdo do Ensino Médio, assim como o material didático que permanece constantemente atualizado para fornecer uma formação além do necessário para passar no vestibular, com indicações de livros, filmes e outros meios que permitem um aprendizado multidisciplinar, estimulando a autonomia intelectual do aluno.

Como grande parte dos alunos estão em situação de vulnerabilidade social, os gastos disponíveis para o investimento na educação são muito reduzidos, fazendo com que os estudantes enfrentem situações que dificultem a participação no Cursinho. Uma dessas situações é o custo do transporte: muitos alunos não conseguiam garantir a presença em aula porque não tinham dinheiro para pagar a locomoção.

Com isso, o Cursinho da Poli buscou a Juntos.com.vc para apoiar um projeto chamado “Vai e Vem Estudante” para garantir a participação dos alunos na sala de aula, eliminando um dos principais adversários dos estudantes que é o elevado custo de transporte. A campanha foi bem sucedida e arrecadou R$15,6 mil, sendo que a meta era alcançar R$ 12 mil, ou seja, chegamos em 130% da meta.

Com o dinheiro, o Cursinho da Poli poderá fazer um cartão de transporte para os estudantes utilizarem, como forma de acabar com o problema do transporte na frequência dos estudantes. Tudo isso só foi possível por causa de cada doador que apoiou a causa, por isso é muito importante apoiar projetos sociais, porque, dessa forma é possível dar oportunidade para quem precisa.

Confira o projeto deles no link: http://www.juntos.com.vc/projetos/cursinhodapoli/