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Brasil sobe uma posição no ranking da solidariedade

A divulgação do ranking global de solidariedade, que ocorreu ontem (18/11) no Centro de Voluntariado de São Paulo foi apresentado pela presidente do IDIS, Paula Jancso Fabiani e trouxe os resultados de uma melhora na posição do Brasil, do 91º lugar para o 90º lugar. Entre os brasileiros entrevistados, 22% afirmaram ter doado dinheiro para organizações da sociedade civil, 40% ajudaram desconhecidos e 16% fizeram algum tipo de trabalho voluntário.

No ranking do ano passado, a Venezuela estava empatada com o Brasil, porém ela apresentou uma queda drástica e alcançou a 134º posição, tornando-se a nação menos generosa da América do Sul, próxima de outras nações, como o Equador (132º).

Apesar do país ter demonstrado uma melhoria no ranking geral, o fator de ajuda a estranhos apresentou uma queda significativa, de 42% para 40%, contrariando uma tendência global de crescimento desse fator. O único ponto em que o país cresceu foi no voluntariado, de 13% para 16%.

Para a presidente do IDIS, Paula Fabiani, o Brasil ainda tem um elevado potencial de crescimento nessa área, por estar entre os 10 primeiros colocados em números absolutos, mas não tem uma grande representatividade em termos percentuais. Com isso, ela reafirma a necessidade de estimular a cultura de doação: “No Brasil, sete em cada dez pessoas não fazem doações e oito em cada dez não praticam qualquer ação de voluntariado. Temos que fomentar uma cultura de doação no país, seja em dinheiro ou tempo.”, afirma.

O ranking também constata que a riqueza não é um elemento necessário para que o país tenha uma melhor colocação. Entre os Top 20 do ranking global de solidariedade, somente cinco países fazem parte do G20. Além disso, EUA e Mianmar permanecem empatados em primeiro lugar, apesar de não apresentarem riquezas semelhantes.

Outro ponto muito importante tratado na divulgação foi a necessidade de superar momentos específicos para criar uma regularidade na doação, por exemplo: a Malásia saiu de 71º para o 7° lugar, o que refletiu a ajuda humanitária após o tufão Hayan no arquipélago vizinho das Filipinas. A China e o Japão também já apresentaram melhorias nos índices após a ocorrência de desastres naturais, além de outros países enfrentam turbulências e podem identificar melhorias no ranking. Nesses momentos, a doação é urgente, mas isso não significa que causas de menor impacto não precisem de auxílio imediato ou constante.

Para que essa cultura de doação seja possível, é preciso criar uma base confortável em que os doadores podem se inserir: “Para melhorarmos esse cenário, é necessário trabalhar por uma cultura de doação mais presente e menos assistencialista, investir nas áreas de captação de recursos das organizações e criar um ambiente legal e tributário que incentive a doação, motivando as pessoas a doarem”, complementa Fabiani.

O IDIS ainda demonstrou a ambição de realizar uma pesquisa de profundidade no Brasil, para fornecer um maior subsídio para a sociedade e para organizações da sociedade civil. O ranking completo pode ser encontrado no link: http://idis.org.br/wp-content/uploads/2014/11/CAF_WGI2014_PT.pdf

 

A importância do ranking da solidariedade

O Instituto para o Desenvolvimento Social (IDIS), representante nacional da instituição britânica Charity Aid Foundation (CAF), lançará a nova edição do ranking global da solidariedade na próxima terça-feira (18/11). Para a realização do ranking, 130 mil pessoas foram entrevistadas em 135 países.

O ranking considera três tipos de comportamento de doação: solidariedade – ajudar estranhos -, doar dinheiro para caridade e tempo de voluntariado. De acordo com o ranking de 2013, o Brasil está na 90º posição do ranking geral, ao lado da Venezuela. Nos três tipos de comportamento de doação, o Basil está nas seguintes colocações: 90º de práticas solidárias, 72º de doação de dinheiro e 90º de tempo utilizado para voluntariado.

O documento apresenta um mapa que mostra o ranking de forma ilustrativa, de acordo com a disposição dos países no globo, além de trazer tendências de comportamento relacionadas ao tema. Além disso, a CAF utiliza a primeira parte da pesquisa para demosntrar os três tipos de comportamento de doação e para analisar os 20 melhores no ranking.

A existência dessa pesquisa é muito importante para quem trabalha com projetos sociais ou que se beneficiem da solidadriedade, porque fornece uma base concreta que pode ser trabalhada por esses públicos, indicando o perfil de quem doa. Com isso, plataformas, como a Juntos.com.vc, podem perceber as dificuldades no cenário para poder agir sobre elas e melhorar uma perspectiva global.

Entre as principais conclusões apresentadas no ranking de 2013, tem algumas que nos enchem de esperança: as doações apresentaram uma tendência de crescimento em 2012, a juventude global está avançando no voluntariado e mulheres são consideradas mais prováveis de doar do que os homens, o que demonstra uma tendência global de que as mulheres estão conseguindo, cada vez mais, espaço e poder, o que antes era majoritariamente reservado aos homens.

Apesar de ter crescido de 2011 para 2012, os níveis de doação permanecem menores em relação ao ano de 2008. Para mudar essa realidade, a Juntos.com.vc apóia em projetos sociais, para que eles possam se realizar e ajudar a vida de milhares de pessoas. Com isso, a Juntos também estimula um perfil solidário que pode, eventualmente, levar à participação por meio de voluntariado e por meio do engajamento em causas sociais.

Dessa forma,  o ranking serve para que possamos dar o próximo passo para transformar a sociedade e colocar o Brasil no ranking dos 20 países que mais realizam doações. Pode parecer ambicioso, mas acreditamos que, Juntos, conseguimos mudar.

E você, já fez a sua parte hoje?

     A Juntos.com.vc tem como missão incentivar a cultura de doação no país. Segundo pesquisa recente realizada pelo Idis/Ipsos Public Affairs, no Brasil poucos doam constantemente, em média apenas um em cada quatro cidadãos e a grande maioria doa para pedintes e igrejas e não para as organizações da sociedade civil.

     Em dois anos, os 73 projetos apoiados pela Juntos.com.vc contaram com mais de 5.491 doações. A média dos valores doados é bem alta: 203 reais.

     Porém, queremos motivar os doadores a doarem mais frequentemente, o que, felizmente, tem acontecido mais vezes.

    Para inspirar, entrevistamos dois doadores que frequentemente participam das campanhas na Juntos.com.vc.

     Marcelo Secemsky, que já doou para alguns projetos, nos contou que suas doações são mensais: “Eu costumo destinar uma quantia mensal para doações, porém nos últimos tempos tive que dar uma freada pois saí do meu último emprego, no ano passado. Porém pretendo, em breve, assim que regularizar meus rendimentos, voltar a doar com a mesma frequência de antes.”.

     Já Alberto Lansky, outro doador frequente, diz que não segue uma regra: “Não tenho valor nem prazo estipulado para doações”. Ajuda quando se identifica com a causa.

     Alberto, assim como Marcelo, também acredita que todos podem ajudar: “Independente da condição financeira, eu acredito que todos podem contribuir. Este é o espírito do Crowdfunding.”

     Marcelo, que tem uma grande identificação com causas para animais abandonados, afirma que sente que sua doação contribui e muito para os projetos da Juntos.com.vc: “Tenho certeza que a minha doação, seja em dinheiro e/ou em tempo dedicado à divulgação da mesma, contribui com os projetos. Apesar de não serem grandes quantias, se cada um fizer sua parte os objetivos certamente são alcançados. E quando você vê que falta cada vez menos para se chegar num objetivo, mais as pessoas se empolgam em querer ajudar a alcançá-lo.”.

     Os dois doadores, felizmente, compreendem que se cada um fizer a sua parte, mais cidadãos serão beneficiados. Uma sociedade civil bem organizada e independente diminui desigualdades, tornando o mundo um lugar melhor para se viver. Todos podemos fazer a nossa parte. E você, já fez a sua hoje?