Diário de viagem pt 1: Juntos no Rio Doce

Olá!

Nos próximos posts, irei reproduzir os emails que o Lucas Harada, coordenador de comunicação da Juntos, enviou para a equipe contando de sua viagem ao Rio Doce.

Lucas esteve nas cidades de Aimorés e Baixo Guandu conhecendo as comunidades Mascarenhas, Mauá, Barra do Manhuaçu e Santo Antônio do Rio Doce. A região foi bastante afetada pelo rompimento da barragem da Samarco, e seus moradores ainda enfrentam diversas dificuldades.

A ideia da viagem foi elaborar um diagnóstico da região para pensar em iniciativas que serão implantadas como parte do projeto Juntos pelo Rio Doce, parceria da Juntos.com.vc e do Instituto Elos. Além de Lucas, participaram da viagem Natasha Mendes Gabriel e Mariana Felippe de Oliveira.

Aí vai a primeira parte.

Pessoal, um pouco do que rolou ontem:

Saímos de Vitória cedo, por volta das 8h30.
Seguimos com destino a Baixo Guandu, passando por Colatina.
Antes de sair de Vitória encontramos com o Herbert, que nos ajudou fazendo contato com o Clovis, Secretario do Desenvolvimento Econômico. Além disso nos contou sobre Mascarenhas e Aimorés, locais no qual ele atua junto com o ISES no Desenvolvimento Econômico.

Chegando em Baixo Guandu, fomos recebidos pelo Clovis. Explicamos para ele sobre o projeto Juntos pelo Rio Doce.
Ele foi super aberto e receptivo a ideia e já indicou possíveis comunidades para trabalharmos, além de marcar uma reunião com o Prefeito e o Secretário de desenvolvimento Social. O único problema é que ele sai do cargo na sexta-feira, porque será candidato a Vereador.
Ele também nos apresentou a Claudia, que possui família que mora em uma comunidade de pescadores, ela nos contou que era comum as famílias inteiras trabalharem com a pesca, enquanto um núcleo familiar pescava, outro era responsável pela limpeza e venda, além dos que cultivavam minhoca para a pesca.
Recebemos dicas valiosas de alguns lugares, um parque que teve início de desenvolvimento mas não foi concluído, o bairro do Mauá e Vila Mônica que possuem pescadores e catadores de areia.

No fim da tarde decidimos dar uma olhada em todos os pontos, para reconhecer os lugares de possível atuação, para que nos próximos dias seja possível um conhecimento mais aprofundado de cada lugar.

Em seguida partimos para Mascarenhas, indicado pelo Herbert como um local que foi totalmente afetado pelo Rio Doce.
Um bairro onde o Rio Doce era uma grande fonte de trabalho doa pescadores, além do lazer. Fomos recebidos pela Monique, que possui um comércio local, que também faz parte de uma cooperativa de costureiras, que estão desenvolvendo um trabalho com produção de peças íntimas femininas com o apoio da EDP e Fundação Vale (ISES).
Ela mora em Mascarenhas desde que nasceu e a família dela vivia da pesca, contou a história do seu pai e seu avô, que eram pescadores. Disse que no Rio Doce tia uma enorme variedade de peixes.
Mas que além de alimentar e sustentar as famílias o Rio Doce era um local onde pessoas de diversos lugares vinham de longe para passar o dia lá, vimos que era um local onde havia um acesso fácil no rio e que devia ser um ótimo local para banho.
A partir do momento em que esse recurso foi retirado deles a maioria das atividades de lazer que eles possuem são fora do bairro. Então muitos precisam se descolar para o centro de Baixo Guandu para conseguirem participar de atividades de lazer, inclusive as crianças.

Em uma visão pessoal, me chamou a atenção no começo o pontos de geração de renda. Puxou a minha atenção ver que pessoas perderam a fonte de renda, como os pescadores e também os catadores de areia. Clovis contou que alguns deles estão recebendo um cartão de auxilio, mas me preocupou a questão de que eles fazem isso durante gerações e mudar não é tão simples.

Mas então em uma visão mais profunda da Natasha e Mari, demonstraram um lado muito forte de ligação com o Rio Doce, que além da renda era um local de “vidas”.
Depois de ter tanto praticado o Olhar apreciativo, demorou para eu conseguir enxergar que mais do que um local que hoje é visto como um desastre, ele vem com grandes histórias, lembranças e sensações.

Muito provável que a nossa ação seja em Mascarenhas.
Ainda há muita abundância naquele lugar para eu conseguir enxergar.

Mas uma coisa que chamou a minha atenção, é que lá moram famílias a algumas gerações, porque é um lugar lindo e incrível. Mas perder uma grande vida lá, pode ter um resultado em que os jovens vão querer sair de lá, buscar oportunidades em outros lugares.
Uma ação de despertar para uma solução, pode trazer de volta toda essa esperança e protagonismo que a comunidade já possui.

Esse foi o primeiro dia!
Abraços!

 

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