Paralimpíadas: motivos para ver

Os Jogos Paralímpicos começam hoje e nós da Juntos estamos muito animados. Vejam alguns motivos para tanta animação:

  1. O Brasil é uma potência

Apesar de termos vibrado com Rafaela Silva, Isaquias Queiroz, as seleções de vôlei e futebol, quem acompanhar as Paralimpíadas vai ver uma delegação brasileira que é uma potência e almeja o quinto lugar no quadro geral de medalhas. Podem se preparar para postar #PódioTodoDia

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delegação brasileira dos Jogos Paralímpicos, com 286 competidores

2. Terezinha Guilhermina

A velocista de Esmeraldas -MG chegou a trocar a corrida por natação por não ter dinheiro para um par de tênis, e é uma forte candidata a medalhas no Rio 2016, depois de ter conquistado outras seis em jogos anteriores.

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3. Daniel Dias

As comparações com Phelps são inevitáveis, mas Daniel Dias é brasileiro. Nas duas últimas edições dos jogos, em Pequim e Londres, ele somou 15 medalhas e pode conseguir mais nove na capital fluminense.

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4. Goalball

Modalidade tradicional dos Jogos Paralímpicos, o Goalball é um esporte coletivo disputado por deficientes visuais vendados. O objetivo, como diz o nome, é marcar gols, mas ele é bem diferente dos esportes a que estamos acostumados


5. A abertura

A direção artística do espetáculo é de Marcelo Rubens Paiva (autor de Feliz Ano Velho, entre outros) e do artista plástico Vik Muniz (responsável pela abertura da novela Passione e um trabalho com catadores no Jardim Gramacho, entre outros). A festa será dia 7 de setembro, às 18h45, no Maracanã.

E vai ter a lindíssima Amy Purdy

6. Diversidade

As Paralimpíadas mostram que atletas de elite surgem com características, histórias, desafios diversos. Na natação, uma das modalidades com o maior número de participantes, por exemplo, as diversas categorias reúnem atletas com diferentes tipos de deficiência, em diferentes níveis. Quem for assistir aos jogos com certeza terá uma experiência incrível vendo esses competidores em ação.

A natação paralímpica é dividida da seguinte foma: quanto maior a deficiência, menor o número da classe (S – swimming; SB – nado peito; SM – nado medley):

S1 a S10 / SB1 a SB9 / SM1 a SM10
Atletas com limitações físico-motoras

S11, SB11, SM11, S12, SB12, SM12, S13, SB13, SM13
Atletas com deficiência visual (classificação segue como a do judô e do futebol de cinco)

S14, SB14, SM14
Atletas com deficiência intelectual

Ao longo dos Jogos, vamos postar novidades e informações. Vai ser demais!

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Vem, Tom!

 

Diário de viagem pt.3: Juntos pelo Rio Doce

Aí vai o terceiro dia de viagem de Lucas pelo Rio Doce. Os relatos anteriores estão aqui (pt. 1) e aqui (pt.2):

Iniciamos o terceiro dia visitando Santo Antônio do Rio Doce.

Uma casa com muitas plantas na entrada e 2 carroças chamou a nossa atenção.

Descemos para conversar e quem nos recebeu foi a Dona Maria, nos convidando para entrar em sua casa e tomar um café.

Ela nos contou toda a história e nos mostrou uma de suas coisas mais preciosas, era um galão cheio de água, no qual ela guarda a água do Rio Doce enquanto ainda era limpa.

Seu marido trabalha vendendo areia do Rio Doce, prática muito comum entre as pessoas que vivem na beira do rio. Depois do desastre não foi mais possível exercer o seu trabalho.

Em seguida nos dividimos.

Natasha foi conversar com o Neto, Prefeito de Baixo Guandu. Enquanto Mari e eu fomos para Aimorés, conversar com Sandro e Normilda, Secretário do Meio Ambiente e de Turismo.

Conversa com o Neto foi um grande sucesso, ele gostou muito da proposta da Vivência Oasis e reconheceu que é algo que ele sente muita falta, mobilização de pessoas. O sucesso foi tanto que ele marcou uma reunião no dia seguinte às 09h com os secretários.

Sandro e Normilda foi uma ótima conversa, apesar de sentir que Normilda trazia uma fala ruim da prefeitura de Baixo Guandu, dizendo que não conseguiam trabalhar juntos. Sempre quem foca em dizer os defeitos dos outros, acaba não trazendo o lado bom de si próprio.

Seguimos o dia a caminho do encontro com a cooperativa de costureiras de Mascarenhas. Foi incrível conhecer o trabalho que estão desenvolvendo, sonhando e realizando já, mostrando uma grande força de realização.

Elas nos mostraram Mascarenhas e nos apresentaram para a diretora da escola e outras pessoas que elas acreditaram que precisávamos conhecer.
Agendamos para o dia seguinte um encontro às 9h, para terminar de conhecer toda a região, e às 10h uma apresentação para a diretora da escola e pessoas interessadas.

Seguimos então para a apresentação na UNIPAC.
Foi incrível ver que tivemos uma grande número de pessoas, de diversos lugares diferentes. Aluno no Instituto Terra, Cooperativas, moradores de Santo Antônio do Rio Doce.
Tivemos uma grande surpresa de ver muito moradores de Santo Antônio, que vieram pelo convite da Normilda.
Após realizar a apresentação para todos, combinamos com os moradores de realizar uma visita na comunidade às 8h, pois às 9h marcamos reunião com o prefeito mais secretários de Baixo Guandu, além de ter marcado de conhecer todo o território de Baixo Guandu.

 

Diário de viagem pt. 2: Juntos pelo Rio Doce

Segue a segunda parte do relato de Lucas Harada, coordenador de comunicação da Juntos, que esteve na região do Rio Doce. A primeira parte da viagem está aqui.

Iniciamos o segundo dia indo direto para o Instituto Terra.
Conseguimos um bom contato por lá com o Herbert, então mesmo sem ter um horário marcado nós fomos até lá para ver o que conseguiríamos.
Foi ótimo a surpresa, conhecemos a Andressa que coordena um projeto de formação técnica para jovens. É um programa que dura 1 ano e os jovens moram lá no Instituto durante esse período, aprendendo diversas atividades sobre reflorestamento e recuperação de nascentes.

O Instituto Terra tem um trabalho para conseguir recuperar se não me engano umas 3000 nascentes na região do Rio Doce, mas é um projeto que vem muito antes do desastre que aconteceu. Eles acreditam que este trabalho vai levar pelo menos 30 anos, já que cada nascente precisa de um trabalho de 2 anos de recuperação para conseguir voltar a vida.
Depois do acidente eles tiveram muita cobrança por todos os lados, por serem apoiados pela Vale e ser a única organização com força que trabalhava com a questão direta do Rio Doce.
Eles demonstraram muito interesse em participar junto conosco, inclusive com a participação dos jovens (Entre 20 a 25 anos), participando da formação do Oasis e replicando isso em outras regiões. Os jovens são formados por diversas regiões entre Minas e Espirito Santo.
possibilidade de fazer um conversa com os jovens amanhã junto de outras pessoas do Instituto.

Seguimos com um novo contato, agora na universidade UNIPAC.
Conseguimos falar com o Carlos, Coordenador de Ciências Biológicas.
A conversa foi incrível, ele se colocou a disposição para nos ajudar a fazer contatos com a rede de Aimorés.
Ele vai participar da formação e também vai divulgar entre os alunos, disse que a maioria dos alunos tiveram suas vidas afetadas pelo Rio Doce e que com certeza vão participar e se interessar pela vivência Oasis. Nos disse também que os alunos tem o perfil forte de realização, o que nos animou muito.

Além de nos colocar em contato com o Secretário de Meio Ambiente, disponibilizou uma sala para explicarmos a quem interessar sobre o projeto.
Ele vai divulgar para os alunos e nós também pedimos para ser feito o convite para todos os possíveis interessados de diferentes redes e vivências.
Amanhã, às 19h, nós iremos falar com todos.
Saindo da reunião com o Carlos seguimos caminho para conhecer a comunidade de Barra Manhuaçu.
Lá uma placa nos chamou atenção, “vende-se minhoca”, paramos para perguntar se eles ainda vendiam minhoca, e Francisco e Iracir nos convidaram para entrar e dar uma olhada no cultivo. Francisco disse que infelizmente depois do desastre a pesca diminuiu bastante e consequentemente a venda das minhocas. É uma comunidade com associação de pescadores que foram diretamente afetadados pelo Rio Doce.
Um grande detalhe desta comunidade é que se localiza em uma área de alagamento, todo ano na época de chuva eles passam por alagamento, eles nos mostraram a marca na parede de quando a água entra na casa deles.
Dona Iracir nos levou para conhecer a prainha que hoje já não é mais frequentada e a praça onde ocorre uma famosa feirinha, que iremos conhecer quinta-feira.
Por último fomos conversar com a Josi, que trabalha com projetos sociais dentro do Aliança Energia responsável pela distribuição de energia das regiões de Minas.
Ela nos convidou para o evento que havia participação de pessoas de diversas regiões, que estava sendo ministrada pelo Sebrae.
A Josi tem muito contato na região, ela é de Baixo Guandu e tem contato com pessoas de diferentes atuações, ela e o Carlos agendaram uma reunião com o James e Normilda da prefeitura de Aimorés, vamos falar com eles na quinta no almoço.
Ela deu a ideia de enviar um convite a todos por Whatsapp, disse que funciona muito bem e iria noa ajudar a divulgar.
Também nos forneceu uma lista grande de nomes que devemos fazer contato e também de uma pessoa da EDP.
Esse foi o segundo dia!
Fico muito animado de ver como as pessoas estão abertas aqui nas duas regiões.
Todos os contatos que conseguimos fazer foram incríveis e estamos ansiosos para os próximos.
Abraços

 

Diário de viagem pt 1: Juntos no Rio Doce

Olá!

Nos próximos posts, irei reproduzir os emails que o Lucas Harada, coordenador de comunicação da Juntos, enviou para a equipe contando de sua viagem ao Rio Doce.

Lucas esteve nas cidades de Aimorés e Baixo Guandu conhecendo as comunidades Mascarenhas, Mauá, Barra do Manhuaçu e Santo Antônio do Rio Doce. A região foi bastante afetada pelo rompimento da barragem da Samarco, e seus moradores ainda enfrentam diversas dificuldades.

A ideia da viagem foi elaborar um diagnóstico da região para pensar em iniciativas que serão implantadas como parte do projeto Juntos pelo Rio Doce, parceria da Juntos.com.vc e do Instituto Elos. Além de Lucas, participaram da viagem Natasha Mendes Gabriel e Mariana Felippe de Oliveira.

Aí vai a primeira parte.

Pessoal, um pouco do que rolou ontem:

Saímos de Vitória cedo, por volta das 8h30.
Seguimos com destino a Baixo Guandu, passando por Colatina.
Antes de sair de Vitória encontramos com o Herbert, que nos ajudou fazendo contato com o Clovis, Secretario do Desenvolvimento Econômico. Além disso nos contou sobre Mascarenhas e Aimorés, locais no qual ele atua junto com o ISES no Desenvolvimento Econômico.

Chegando em Baixo Guandu, fomos recebidos pelo Clovis. Explicamos para ele sobre o projeto Juntos pelo Rio Doce.
Ele foi super aberto e receptivo a ideia e já indicou possíveis comunidades para trabalharmos, além de marcar uma reunião com o Prefeito e o Secretário de desenvolvimento Social. O único problema é que ele sai do cargo na sexta-feira, porque será candidato a Vereador.
Ele também nos apresentou a Claudia, que possui família que mora em uma comunidade de pescadores, ela nos contou que era comum as famílias inteiras trabalharem com a pesca, enquanto um núcleo familiar pescava, outro era responsável pela limpeza e venda, além dos que cultivavam minhoca para a pesca.
Recebemos dicas valiosas de alguns lugares, um parque que teve início de desenvolvimento mas não foi concluído, o bairro do Mauá e Vila Mônica que possuem pescadores e catadores de areia.

No fim da tarde decidimos dar uma olhada em todos os pontos, para reconhecer os lugares de possível atuação, para que nos próximos dias seja possível um conhecimento mais aprofundado de cada lugar.

Em seguida partimos para Mascarenhas, indicado pelo Herbert como um local que foi totalmente afetado pelo Rio Doce.
Um bairro onde o Rio Doce era uma grande fonte de trabalho doa pescadores, além do lazer. Fomos recebidos pela Monique, que possui um comércio local, que também faz parte de uma cooperativa de costureiras, que estão desenvolvendo um trabalho com produção de peças íntimas femininas com o apoio da EDP e Fundação Vale (ISES).
Ela mora em Mascarenhas desde que nasceu e a família dela vivia da pesca, contou a história do seu pai e seu avô, que eram pescadores. Disse que no Rio Doce tia uma enorme variedade de peixes.
Mas que além de alimentar e sustentar as famílias o Rio Doce era um local onde pessoas de diversos lugares vinham de longe para passar o dia lá, vimos que era um local onde havia um acesso fácil no rio e que devia ser um ótimo local para banho.
A partir do momento em que esse recurso foi retirado deles a maioria das atividades de lazer que eles possuem são fora do bairro. Então muitos precisam se descolar para o centro de Baixo Guandu para conseguirem participar de atividades de lazer, inclusive as crianças.

Em uma visão pessoal, me chamou a atenção no começo o pontos de geração de renda. Puxou a minha atenção ver que pessoas perderam a fonte de renda, como os pescadores e também os catadores de areia. Clovis contou que alguns deles estão recebendo um cartão de auxilio, mas me preocupou a questão de que eles fazem isso durante gerações e mudar não é tão simples.

Mas então em uma visão mais profunda da Natasha e Mari, demonstraram um lado muito forte de ligação com o Rio Doce, que além da renda era um local de “vidas”.
Depois de ter tanto praticado o Olhar apreciativo, demorou para eu conseguir enxergar que mais do que um local que hoje é visto como um desastre, ele vem com grandes histórias, lembranças e sensações.

Muito provável que a nossa ação seja em Mascarenhas.
Ainda há muita abundância naquele lugar para eu conseguir enxergar.

Mas uma coisa que chamou a minha atenção, é que lá moram famílias a algumas gerações, porque é um lugar lindo e incrível. Mas perder uma grande vida lá, pode ter um resultado em que os jovens vão querer sair de lá, buscar oportunidades em outros lugares.
Uma ação de despertar para uma solução, pode trazer de volta toda essa esperança e protagonismo que a comunidade já possui.

Esse foi o primeiro dia!
Abraços!

 

Aquele assunto do qual todos nós estamos falando

Não adianta. O frio entrou nas nossas casas e nas nossas conversas. Desde que a temperatura baixou só se fala nisso (e na dificuldade que é sair da cama, lavar a louça, correr no parque, no meu caso). Mas existem assuntos mais sérios. A cidade de São Paulo está tendo o junho mais frio em 22 anos e as baixas temperaturas já causaram cinco mortes no município, segundo a Arquidiocese de SP. São pessoas que, em situação de rua, já possuem a saúde bastante debilitada e, sem abrigo, perecem em condições deploráveis.

Mas, ao mesmo tempo que vieram piadas ótimas com as personagens de Frozen e o famoso look cebola, de casaco em cima de casaco, as redes sociais se encheram de gente querendo fazer algo pelos moradores de rua, ajudando a quem precisa e, esperamos, diminuindo o número de vítimas fatais do inverno.

Na plataforma da juntos.com.vc, dois projetos já estão captando recursos. Colaborando com o Inverno Solidário e o Entrega por SP, você ajuda na distribuição de cobertores, alimentos, roupas e outros itens.

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Sacochilas do Entrega por SP, pensadas para o armazenamento e transporte do cobertor e demais pertences dos moradores de rua

 

Para quem também quer por a mão na massa, o facebook está cheio de ideias interessantes. Nas últimas semanas, vi algumas sugestões:

  • levar um casaco extra na bolsa e, entregá-lo na hora que ver alguém necessitado
  • organizar com seus amigos, colegas de trabalho, vizinhos um sopão da madrugada

Fora isso, esse é o período do ano que campanhas do agasalho aparecem por todos os cantos. É um bom momento de fazer uma limpa no armário e contribuir.

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A Kombosa Solidária, que está captando com a Juntos para uma ação de inverno

O trabalho com pessoas em situação de rua é bastante delicado e complexo, por isso o contato pessoal é fundamental. A Prefeitura de São Paulo dispõe de abrigos e realiza operações especiais para o inverno, porém por vezes eles estão cheios, inacessíveis ou ainda possuem regras que levam as pessoas a preferirem passar a noite na rua, como a proibição de animais ou a ausência de um lugar para deixarem as carroças, no caso de catadores de recicláveis. Manter a dignidade dessas pessoas é, além de cuidar para que estejam em segurança, garantir que sejam informados dos serviços que as atendem e dos seus direitos, ouvindo as necessidades que possuem

 

 

 

Yunus Negócios Sociais ajudando nosso Manual a dar voltas por aí

Quando a Juntos.com.vc criou o Manual do Crowdfunding, mal imaginava quais caminhos esse material seguiria. Hoje, o Manual, além de disponível para donwload, integra uma série de conteúdos da plataforma de capacitação da Yunus Negócios Sociais. A Yunus tem como objetivo desenvolver negócios sociais pelo país através de seu fundo de investimentos e aceleradora para negócios sociais. Oferece serviços de consultoria para empresas, governos, fundações e ONGs. Promove também os negócios sociais no meio acadêmico, realiza palestras, workshops e eventos por todo o Brasil.

Julia Cimionatto, coordenadora de Projetos Educacionais da Yunus, explicou que, embora a Yunus trabalhe com fundo de investimentos, eles veem com bons olhos o crowdfunding. “Temos uma fome de apoiar e não conseguimos apoiar o quanto gostaríamos”, disse. Além disso, Julia argumentou que o crowdfunding tem sido utilizado tanto para projetos em um estágio inicial quanto para negócios sociais que já foram acelerados, e que agora estão em uma fase mais madura.

Para Julia, o crowdfunding dá maior autonomia para as aceleradoras. Ela lembrou que boa parte das aceleradoras de negócios sociais hoje estão nas universidades, onde há um apoio institucional forte, porém a arrecadação de recursos pode ser um impeditivo para que muitos projetos saiam do papel. Nesse sentido, o crowdfunding entra como forma de os alunos conseguirem recursos por conta própria.

A coordenadora da Yunus contou que o público das universidades pode ser um dos grandes beneficiados com a disponibilização do Manual da Juntos.com.vc e outros materiais na plataforma do site, por enquanto fechada para a rede da instituição, mas já com planos de ser expandida para um público de jovens do Ensino Médio e empresas. Para ela, uma das vantagens do Manual é mostrar que, por trás do crowdfunding há uma estratégia, um processo de divulgação, as contrapartidas.

Para conhecer a Yunus Negócios Sociais e os cursos online que ela oferece, acesse o site.

Não conhece o nosso Manual do Crowdfunding? Veja-o aqui.

 

 

Maio Amarelo: Não Foi Acidente, foi crime

por Thais Lancman

O nome do movimento Não Foi Acidente não é um jogo de palavras acidental. Um primeiro passo é começar a chamar as mortes no trânsito de crimes. Enquanto conversei com Nilton Gurman, um dos idealizadores do movimento, ele me corrigiu quando falei em “acidentes de trânsito” pois, para ele, a partir do momento que o motorista desrespeita leis, ele “chama para si a responsabilidade”.

“São crimes com dolo eventual”, explica Gurman, que passou a atuar em prol de um trânsito mais seguro depois de perder um sobrinho em 2011, atropelado enquanto andava na calçada, por uma motorista que trafegava em alta velocidade. Ao lado de familiares que vivenciaram perdas em crimes semelhantes, hoje ele atua no Não Foi Acidente e na consolidação do Maio Amarelo, tornando o mês central na divulgação de campanhas e atividades sobre o tema.

O Maio Amarelo se soma a iniciativas como o Outubro Rosa, mês de conscientização a respeito do câncer de mama. A ideia de tratar os crimes de trânsito como problemas de saúde também não é por acaso. São tantas vítimas que a OMS está atenta ao tema, formando a parceria que levou Gurman e outros ao Não Foi Acidente. No Brasil, são de 16 a 20 mil por ano, entre mortes e casos com mutilações, números equivalentes a uma epidemia.

Nilton Gurman acredita que a educação seja um dos pilares para mudar essa realidade. Entretanto, ele aponta que são os mais jovens os principais atores na mudança de consciência dos mais velhos. “A geração à qual eu pertenço (Nilton tem 56 anos) tem resistência e acha que é tudo bem dirigir alcoolizado, acima do limite de velocidade”, diz. Para ele, isso faz parte de uma cultura antiga, com origem nos anos 1920, de quando possuir um carro significava fazer parte de uma elite e o motorista se sentia no direito de trafegar à vontade, esperando que os outros abrissem espaço para ele passar. “Acho que vai levar muitos anos para isso mudar”, destaca.


trailer do documentário feito pelo Não Foi Acidente, o filme completo está disponível aqui

O idealizador do Não Foi Acidente lembrou da resistência de muitos paulistanos à redução do limite de velocidade em avenidas e nas marginais. Favorável à medida, ele lembrou que ela não surgiu “do nada”, e sim segue o modelo já implantado em cidades mundo afora. Depois de São Paulo, Curitiba também mudou a velocidade máxima permitida e Gurman espera que demais cidades façam o mesmo. “Pode fazer a diferença entre ferir e matar”, argumenta.

Quando perguntei a Gurman qual deveria ser a situação ideal em relação às vítimas no trânsito, ele citou a Suécia como país exemplar. Lá, exista a política de zero mortes, que envolve uma série de medidas para extinguir vítimas fatais nesses casos. Para isso, o país realizou mudanças nas exigências dos carros comercializados, como airbags externos e freios automáticos, e maior controle das rodovias. Mais informações podem ser obtidas no site oficial do governo sueco sobre o assunto (em inglês).

 

Dia das Boas Ações

por Thais Lancman

No meu primeiro post, falei um pouco das possibilidades para quem quer fazer trabalho voluntário. Faltou dar uma dica: o Atados, uma plataforma que conecta pessoas e organizações. Como eu já tinha falado, é bem mais fácil do que se pensa!

Fora isso, a Atados também organizou, no dia 10 de abril, a edição brasileira do Dia das Boas Ações, movimento mundial que ocorreu em 74 países. Esse vídeo conta um pouco mais sobre a história do projeto:


No dia, aconteceram eventos gratuitos no Parque do Ibirapuera, em São Paulo; no Arpoador e Parque Garota de Ipanema, no Rio; e no Parque da Cidade, em Brasília. Passaram por esses lugares mais de 30 mil pessoas. O Ariel e o Bruno, da Juntos, estiveram no Ibira e elogiaram os shows e as atividades oferecidas no espaço. Dezenas de ONGs que participaram do Dia das Boas Ações também marcaram presença, apresentando seu trabalho. “Foi uma oportunidade para o público conhecer de perto ONGs e causas com as quais ainda podem se engajar”, afirmou Manoela Ribeiro, Coordenadora da Atados.

Além dos eventos, o Dia das Boas Ações contou com outras atividades que se prolongaram por mais dias, inclusive um canal desenvolvido pela Juntos, que captou mais de R$ 32 mil envolvendo 200 doadores, para dez projetos diferentes, de temas diversos como a construção de uma creche, inclusão de pessoas com deficiência e até festas de aniversário para crianças em casas de acolhida e abrigo.

Esta foi a primeira vez que o Dia das Boas Ações teve uma capital na América do Sul. “O Brasil foi escolhido como foco pois acreditamos em seu potencial para o trabalho voluntário e no seu poder de influência”, disse Kaynan Rabino, CEO mundial do Dia das Boas Ações.

Olá!

por Thais Lancman

“– Comece pelo começo – respondeu o Rei muito sério. – Continue depois até chegar ao fim e então pare.” (Alice no País das Maravilhas, trad. Nicolau Sevcenko, p. 140)

Antes de eu sentar com o pessoal da Juntos e conversar sobre esse blog, algumas semanas atrás, eu achava que a palavra voluntariado tinha caído em desuso tanto quanto ósculo ou algibeira. Na verdade, eu é que estava afastada desse universo, e não apenas fiquei fascinada em ver o quanto tem sido feito com as formas mais inusitadas que o trabalho voluntário e o empreendedorismo social tomaram nos últimos tempos. Agora, recuperando o tempo perdido, fico feliz com a oportunidade de ir compartilhando nesse espaço as minhas (re)descobertas.

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Eu no mundo do Terceiro Setor

Esses dias conheci uma menina mexicana que trabalha ajudando gente em tragédias como furacões e enchentes. Ela organizou até resgates e doações no terremoto no Nepal em 2015! Perguntaram para ela como fazer algo semelhante e ela falou: Ué, é só começar. Então aqui estou eu, sem salvar a vida de ninguém, mas começando. A estudar, a entender o que é o tal do Terceiro Setor.

Por um lado fico preocupada em falar besteira, alguma obviedade, afinal imagino que boa parte de vocês, leitores, atuem em ONGs ou entendam bastante da área. Por outro, fico feliz em trazer também o olhar do deslumbramento, para lembrar quem às vezes se esquece que sim, o trabalho de vocês é incrível. Por último, fico esperando que um pequeno texto que eu escreva possa levar mais pessoas a se engajarem, como aconteceu comigo em uma reunião.

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“Gente, quanta coisa que eu nem sabia que existia!”

Eu não acho que seja otimista demais em achar que muita gente teria vontade de fazer trabalho voluntário, de atuar em alguma ONG ou fazer boas ações esporádicas. Nós, os simpatizantes, os eventuais apoiadores em projetos da Juntos, os ONG-friendly, às vezes não sabemos o que fazer. Para essa massa de pessoas, digo que estou aqui na minha mínima contribuição, ocupando um nada do meu tempo de forma bastante flexível, colaborando com a minha única habilidade: escrever.

Sugiro cada um a fazer uma investigação pessoal, pode ser naquilo que você já sabe ou algo que queira aprender (se tiver sorte como eu, os dois!). Dê um Google rápido de projetos em que você possa ser útil. Acredite, organizações precisam de ajuda de todos os tipos ou querem receber esse ar novo. Mande e-mails, faça contatos! E depois, passe adiante, conte suas experiências, mobilize mais pessoas.

Da minha parte, estarei nesse blog quinzenalmente falando de trabalho voluntário, projetos no Brasil e no mundo, entrevistando pessoas e compartilhando novidades do Terceiro Setor. Também quero abrir esse espaço para quem quiser contar tudo do seu ponto de vista. Para quem quiser contribuir, com sugestões, temas, opiniões, é só chamar no thais@juntos.com.vc.

Como diria uma grande amiga minha, muda mundão!

Até breve!

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Mãos à obra! Vem comigo!
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Conheça todos os passos para tirar o seu projeto do papel!

Após 3 anos de existência, a JUNTOS.COM.VC decidiu facilitar a vida de ONGs e Empreendedores Sociais que querem tirar seus projeto de impacto do papel. Para tanto, criamos um Manual do Crowdfunding, que nada mais é do que o passo a passo para iniciar sua captação via financiamento coletivo.

Em primeiro lugar, você precisa se inteirar sobre “o que é o crowdfunding” bem como as características necessárias para que o seu projeto se encaixe neste modelo de captação. Um exemplo é a definição de uma meta, e do tempo de duração. Assim que você definir estes pontos citados, a escolha da plataforma será o seu próximo passo.

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O manual detalhará quais os requisitos e diferenciais da plataforma. Uma vez sua escolha feita, você terá o auxílio da nossa equipe de curadoria de projetos, e assessoria de toda a estruturação e divulgação da sua campanha. Não se esqueça: o manual é somente um apoio inicial para que você comece o seu projeto. A JUNTOS.COM.VC preza pelo contato corpo a corpo com seus captadores, criando uma parceria, e quem sabe amizade duradoura!

Chegou a hora de dar vida ao seu projeto, e ter a sua própria vitrine! Aqui você poderá ver tudo o que a sua campanha precisa para tomar forma e ir ao ar. Cada detalhe faz a diferença, pois em uma captação online podemos atingir diversos grupos de pessoas que se sensibilizarão por diferentes questões.

Um campanha de crodwfunding exige muita dedicação e engajamento na divulgação, por isso entendemos a importância de um planejamento bem estruturado. Neste momento te ajudaremos a estruturar um calendário de ações durante a sua captação. Por meio de um assessoria de comunicação montaremos JUNTOS uma estratégia de campanha que se for seguida à risca, levará sua campanha ao sucesso.

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A hora da verdade chegou! Se sua campanha foi bem sucedida, você não se livrará de nós tão rápido assim. Acompanharemos todos os passos da execução do seu projeto. A JUNTOS.COM.VC tem um grande zelo pelos seus doadores, por isso entregamos todas as ferramentas necessárias para que você converse com todos eles. O pós campanha é tão importante quanto a própria campanha em si, pois criará um laço entre você e os seus doadores.

Se o seu projeto não atingir a meta, avaliaremos o que deu errado, e poderemos pensar em conjunto o que nos fará ter sucesso numa próxima campanha.

Queremos saber mais detalhadamente sobre a sua experiência, tanto sobre todo o processo de captação, quanto a sua vivência na plataforma da JUNTOS.COM.VC. Desta forma poderemos aprimorar nossa metodologia e tecnologia, e repassar suas boas práticas para futuras campanhas.

Vamos começar? Aperte o play!

Download do Manual do Crowdfunding Juntos.com.vc

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